quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

ah, eu perco o sono

Me olha, e mais perto nós estamos. Corpos colados e seu sorriso está meio aberto. Estou sem graça, minhas bochechas rosadas tento esconder. Você se aprofunda cada vez mais em meus olhos, castanhos e profundos vejo meu reflexo. Sinto o calor da sua pele quando já curvado estas. E o tempo para.
Um puxão no estômago me deixa sem fôlego, meu esqueleto estremecia. Nojentas de suor minhas mãos estavam. Coração a mil me fazia a ter um pré enfarte. Seus dedos se entrelaçam em minha cintura, firme a segura. Oxigênio não era mais circulatório a essa proporção. Alma quente quando já posso sentir suas entranhas. Levantada estou sendo com sua..sua...
Gelados e macios estão, frações de segundos os sinto. Você sorri largo, compulsiva retribuo. Me envolve em seus braços, solto meu ar.

domingo, 7 de novembro de 2010

missguided ghosts

Depois alguém tenta classificar corações partidos e mentes atormentadas, pra que possa encontrar a quem confiar.
E correr para eles, em velocidade máxima a frente.
Mais somos apenas inúteis aqui comparados. Perdidos, vagando eternamente.
E então nos deparamos com eles, e vemos que aqueles que mais acreditávamos nos empurram para longe.
E fugimos, corremos deles, tentamos ao menos. Sem direção. Sem convicção.
Continuando a só andar em círculos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

necessidade

De qualquer maneira, sei que quando meus olhos, por fim, te encontram... a alegria dentro de mim é incontestável. Meu coração dispara, minha respiração falha, minha adrenalina sobe, e minha vontade de te querer cada vez mais, aumenta.
Não sei bem ao certo qual foi seu maior atrativo. Me desculpe, talvez seja rude, mais você não é nenhum galã, também nada centrado, as vezes grosso, sem nem dar sinal de vida por dias, e terrivelmente bobo.
Sempre evitei fazer comparações entre flores e declarações, mas com você foi diferente. Não precisou de nada disso, você me fez querer algo mais dentro de mim. Sendo bobo, ou grosso, ou até mesmo me conquistando cada dia mais com a sua fofura momentânea a minha pessoa, paro e percebo que hoje, você é simplesmente a felicidade que me faltava.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

remembering sunday

A notícia veio ao se chocar enquanto nossos corpos ainda se encontravam, num balanço continuo, num ritmo confortável, radiante. Com pressa nos distanciamos, e com desespero te vi saindo pela porta da frente. Minha estadia ao centro do salão foi perceptível, imóvel e boquiaberta permaneci. Dessa vez o banco de sua limousine não nos acolheria como da última vez, fui para casa sozinha, sem ao menos poder me despedir, e agradecer por cada segundo que discutimos. Sem ao menos perceber, os músculos nobres que se conjugam ao redor de minha boca, se contrairem. E foi aí que percebi como é bom estar envolvida em seus olhos.
-Sinto muitíssimo pelo luto. Sei que agora está solitário, mais do que o de costume. Mais meu amor, olhe envolta, e veja que não estás sozinho. Sempre brigamos, e essa guerra eterna entre poderes creio que demorarás a ter um nocaute. Mas por mais que insista em ser assim, egoísta e desalmado, vou estar ao seu lado. Por mais que insista em ser rude e querer mais que tudo distanciar aqueles que o mais ama, eu sempre estarei do seu lado.
-E por que farias isso?
-Porque...-pensei e engasgadas ficaram. São três palavras, sete letras, um sentimento, o maior- eu te amo.
- Bem, é uma pena.- disse ele.
Entrou sem ao menos olhar para trás. Senti uma dor forte no peito, um vazio, um sopro. Elas foram escorregando pelas minhas bochechas, e pude senti-lás. Com vergonhas as limpei. De volta ao funeral sem dizer absolutamente nada.
Dias se passaram, por se quer um segundo esqueci você, seus olhos, suas mãos, seu calor, seu gesto.
Os preparativos pro casamento de mamãe já estavam por fins. Uma celebração simples, só com a família. No centro da sala principal o juiz de paz já dava a benção final. O champanhe foi aberto por Cyrus, e quando já nos propunha o brinde a felicidade, Dorota vem até mim. O toque firme de sua mão sobre meus ombros me deixaram aflita, e o peso de sua voz, fez com que me apressasse. Subi as escadas rapidamente, e ao entrar no quarto, você esta sobre minha cama. Sentado de costas para a porta lhe pergunto que diabos haveria de fazer ali, você com um leve mexer de músculos olhou para trás.
Seus olhos se envolveram novamente com o meu, pressenti que precisava de minha ajuda. Com a mesma ternura que lhe disse o que você mais queria, te coloquei sobre meus braços, e ali ficamos. Imobilizados. Ainda entorno de suas entranhas, sinto se mexer, como se nada mais me deixasse feliz, retribui-se o meu carinho. Suas mãos encontro minha face e deitamos. Por nada desse mundo te larguei. Adormecemos.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

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Adolescência

Expectativas

Um grande grupo de amigos, fugir da casa, o meu primeiro beijo, noitadas sob as estrelas, chorar no ombro do meu melhor amigo, passar de ano, sair por aventuras, sair da minha cidade, fogueiras, contar segredos, a sensação -e
gostar- de se apaixonar pela primeira vez, viagens, festas, se perder, risos intermináveis e o ano mais feliz da minha vida.

Realidade

Se sentir sozinha, ficar em casa, tarde da noite estudando para a prova de matemática, andar de madrugada, o cansaço, na escola o dia todo e lição de casa a noite toda, não ser notada, aplicações da faculdade, preso em uma cidade que eu odeio, sentir nada remotamente perto do amor, manter tudo engarrafado, chorar com muita frequência, gastando tempo demais na Internet, esperando o melhor ano para vir.

sábado, 2 de outubro de 2010

dentro de mim mesma.

Tocavam-lhe os pés com tremenda tensão. O calor da areia subia por entre as correntes nervosas de seu corpo, as pedrinhas de que tal era composta, entrava, por dentre seus dedos e cócegas faziam-na rir para o nada. O ar quente que soprava, pesava em seu rosto, deixando gotículas de suor surgirem pelos poros. Sem nenhuma pressa de chegar até ali, sentiu a cola que o sal propunha a confrontar-se a sua pele trazida juntamente a água, faz com que apenas mais alguns passos forçados contra a correnteza, pudesse sentir a esplêndida pressão do mar sobre sua entranha. E então, relaxa. Soltando junto com as bolhas de ar, a mágoa.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

um pirulito e mais três pedaladas.

Um e dois e três e quatro e cinco... Contando até dez um dia agente se acalma.
Preciso de férias, sei que acabamos de voltar delas, mais não sei, por mais com alegria tenha começado, com desanimo houve de acabar.
Queria mais festas, mais animação, mais gente, mais um pouco de tudo. Minha mãe que diria, mania feia de não se conter com as coisas que já a lhes pertencem. Inevitável seria a palavra, mesmo querendo tanto enxergar sobre o mau- humor, ou até mesmo, sobre as más fazes da vida, é complicado.
Sorrir um pouco mais? Tentarei. Chega de drama, tô mais criança em seus triciclos coloridos.

domingo, 12 de setembro de 2010

depende do dia.

Outro dia estava saindo do cinema e já na porta vi duas amigas com emoções diferentes. Uma suspirando pelo tal galã do filme e de como aquilo era inspirador, já a outra -meio contraditória- fez cara amarga e dizia em voz alta que o tal filme de nada mudaria a tua vida. A suspirante revoltou-se e logo as duas começaram a discutir, uma dizia que alí era uma base para toda a vida de apaixonados, a outra falava que filme só era filme quando era inteligente e teriamos de pensar. A encantada retrucou-lhe, porém eu não ouvi, segui meu caminho.
O ponto que eu queria chegar é como as pessoas criam rixas para tudo, questionam tudo. Sempre trocam o "e" pelo "ou" dando uma certa rivalidade a tudo e fazendo do nos escolher por entre coisas sem sentido a mais. Por exemplo, aos meus seis anos me perguntaram a qual matéria preferia, português ou matemática. Meio confusa e sendo precionada pelas minhas colegas, respondi insegura para português. Sem colocar um tal drama na minha vida colegial, dessa dia então, me fantasiei dizendo a mim mesma que teria que ser boa somente em português e ruim em matemática. Mais não precisava ser assim. Apenas alguns anos depois me dei conta que poderia ser boa nos dois -ou ao menos tentar, já que é matemática-.
Voltando ao filme, toda vez que me perguntam que tipo de filme aprecio, tendo a responder baseada nos últimos que assisti, mais na verdade gosto daqueles que vêm em uma certa época da minha vida, ou até mesmo do final de semana! Mais mesmo que eu sempre goste do mesmo tipo de filme, por quais motivos extamente eu criaria uma rixa entre outras pessoas, com outras opniões? Para que defender um, e detonar outros?
Uma das coisas mais legais na cultura do nosso país é a diversidade. É íncrivel podermos ter tantas variedades em escolher livros, músicas e etc. E essa variedade atende vários tipos de gostos e de pessoas diferente, e qual é, pra quer abrir mão disso? Criando rixas entre tudo isso? Desse ponto fico pensando se essas pessoas que defendem ardosamente as suas preferênicas, gostariam que outras opniões sumissem do mundo só por elas não gostam. Não sei vocês, mais eu, acho que isso é um empobrecimento desnecessário da arte.
Dessa mesma forma, acho que escolher categoricamente entre ficar/namorar, loiro/moreno, matemática/português é um empobrecimento também desnecessário da vida. Agente muda, nossos gestos variam e nossas idéias, felizmente, não são fixas. Para que trocar o "e" pelo "ou"? Talvez seja mais facíl escolher entre o copo estar meio vazio ou meio cheio, mas na verdade é que ele esta meio cheio. E meio fazio- de suco ou red bull, só depende do dia.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

uma fogueira de aconchego.

O frio tenebrosamente se apoderava de mim. Por cima das frias carnes do meu corpo, sentia sua falta como nunca sentira antes.
Sua presença dificilmente esperada, era como uma esplêndida alegria que me dera realmente um motivo para dar a vida uma razão. Felizes eramos, a tal de nunca querermos ficar longe, necessários um para outro, como a água e o ar
Me esquecendo totalmente de todo o suprimento que me fazia falta, voltei a minha verdadeira realidade. Você alegremente com outra, me cuspira a cara todo o ar que eu então lhe fornecia, nunca teria completado se quer metade das suas necessidades, e que de mim não sentiria falta.
Por consequência do horrendo destino sabia que havera de acontecer tal dramalhão, contudo de uma maneira mais suave esperava as cuspidas.
Vagarosamente as lembranças me ocorriam nas madrugadas de quarta-feira, ou seja lá o dia que fosse. Meus pensamentos muito bem aflorados, refaziam a cena de sua despedida a todo momento. Eles, com ingênuidade de seus atos, se confundiam na frieza da noite e com um sorriso amarelo no rosto percebi que sendo comigo ou não, que com frio ou não, sua alegria me trazia uma pequenina fogueira de aconchego.

domingo, 5 de setembro de 2010

Agridoce

Só eles, eles e mais ninguém. Apontando-lhe sempre uma metralhadora cheia de mágoas, mais uma vez tudo saira como o não planejado. Rotina.
Amigos, já não era bem a palavra que os distinguia. Quando tudo acabou, as palavras mais doces sairam de sua boca, pedindo por uma então concordânica e um tal de carinho entre eles foram cuspidos em alta afirmação. De primeira ela não queria, sabia que por alí seria o caminho mais facíl para que os tais tiros lhe acertassem. Mais com aquele jeitinho de sempre, a conquistou com aveludadas frases. Great, mais uma vez sabia que sangrando aquela batalha a deixaria. Foda-se -ela dizia. Adorava-lhe, adorava-lhe sem qualquer riscos de limites, não se importando com as consequências.
Assim com certeza achou que logo tudo se resolveria, e com noites ao cinema passariam juntos novamente. Errado.
Sempre tiveram uma relação extremamente agridoce. Sua amargura e frieza nunca foram tão assim apagadas diante de toda a graciosidade dele. Perfeitos gostavam de ser chamados - pelo menos pela parte dela, é o que eu sei-.
Mais que ridicula a vida seria se tudo durasse pra sempre, não teria graça, não teria tesão.
Apertado ele estava. Pobre celular da garota, entre suas mãos as tardes passava. Suado, recebia mensagens incompreendidas. Ligações não terminadas era seu principal extasê. E lógico, mais alguns tiros feitos, faziam assim a tão crença -de não amigos- vinha por fim.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

pizzas, filmes e frustrações.

Uma agitação começa, e os telefones rapidamente começam a tocar. Sabádos anoite são excitantes quando temos algo para fazer. Não mais diferente tinhamos alguma coisa. O mesmo de sempre, pizzas, filmes e frustrações.
O frio dominava a sala onde todos estávamos. Espremidos confortávelmente no sofá, riamos de uma simples virada das órbitas oculares para o próprio nariz. Bobos tarjamos a nós mesmo. Uma felicidade saudável que a muito tempo não se apresentava.
Até o momento em que você entra. Um frio na barriga se apodera de mim, anciosa espero um oi e logo um sorriso se forma por entre a amargura que tanto já tinha me atirado.
Uma piscada, e tudo desaparece-incrédula na epifania trazida alí-, um desfoque me fez voltar a realidade.
Claro, nada melhor do que uma revigorante aula de história.

domingo, 29 de agosto de 2010

uma falta de crença.

Me sinto cansada. Cansada de mim mesma, cansada da falta que o tempo me faz, cansada apenas de uma época ruim.
Como queria que aquela idiota que estava pouco se impotando pros outros voltasse, não me cansava de choros ou do tempo. Era fria, não sentia dor ou arrependimento. Não digo que são sentimentos ruins, aqueles que menciono, contudo apenas frustrações por alguns atos tais dirigidos a mim. Um desânimo e uma falta de crença na humanidade, que supostos casos de volta para o passado, são um ótimo divertimento. Whatever, nada voltaria. Do que me adianta se queixar? A frieza, a falta de fé ou até mesmo aquele amor por mim, por uma alta probabilidade não se recrutariam a mim.
Só quero paz. E talvez um pouquinho só de esperança.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

besteira minha

Como está linda a lua hoje, não?
Me encantei ao vê-la, me encantei pelo jeito que seus traços tão perfeitos se encaixaram exclusivamente sobre sua esfera de imperfeições claramente notáveis.
Enfim, rí. Até não poder mais. Como poderia ser tão ingênua assim? De imaginar uma tal besteira sem fim? Gostei, gostei de poder me autorizar a sonhar com você novamente. Gostei de poder me autorizar a nos imaginar por uma última vez juntos. Gostei de poder me autorizar a rir de todo aquele drama. Gostei de poder me autorizar em poder pensar que logo esse fim haveria de chegar.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

whatever


Sem muitas idéias pra postar aqui, sei lá, quando você cai em sí e vê que não precisa mais descontar sua mágoa nas frias palavras, tende a querer rir mais com aquele amigo bobão que só você tem.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Por mais que incomode e que seja impossível sempre agradarmos os dois lados, tendemos a saber que somos inteiramente reponsáveis pela nossa felicidade, e já mais dependermos das pessoas para que tais sentimentos aflorem.

happines

"Happines is like the old man told me
Look for it, but you'll never fild it all
But let it go, live your life and leave it
Then one day, wake up she'll be home"

The Fray- Hapiness

http://www.thefray.net

domingo, 15 de agosto de 2010

extasê

Não sei bem ao certo quando minha vida resolveu desacelerar de vez, está tudo tão calmo, tudo tão simples, tudo tão parado. Todos os dias são dias fúteis, dias sem graças, dias baseados em sorvete e coca-cola. O tempo que me fugia em muitas das vezes, deve ter se confudio, e hoje passa as tardes deitado ao meu lado. A dor que antes sentia em não poder te ver, junto com a sorte foi embora. Que por pura consequêcia também levou todo o meu extasê, aquele que me fazia desejar ver gente. O por que de estar tudo parado? Provavelmente foi quando eu me magoei, ou me apaixonei? Ah, não sei. Mais tenho quase certeza que teve alguma coisa a ver com você.

sábado, 14 de agosto de 2010

uncomfortable

Foi apenas um toque a seus comprimentos, um sorriso de alivío, uma piscada tranquilizadora, um total desfoque de olhares, algumas palavras estúpidas e risadas de nervosismo. Uma recaída forte, por sua vez. Com a mente limpa, já havia se esquecido de tudo e com um fodasse a ponta da língua seu mundo estava resolvido. Contudo são apenas gestos, ou palavras, que nos surpreendem de uma maneira assustadora. Uma decepção consigo mesma por não ter conseguido ter se libertado da dor que tanto a incomodava, a dor de não o ter ali do seu lado, ou que seja, sem o caloroso toque a sua face, sem as confortáveis palavras que a lhe asseguravam, ou por mais ridículo que fosse, sentia falta até mesmo das brigas inúteis que tinham ao decorrer da madrugada. Se sentia mal por lembrar dos momentos ruins, ou até mesmo dos bons. O ursinho, que com tanto carinho lhe fora dado, aos pés da cama passava as frias noites jogado ao chão, sendo controversamente esquecido. O passado voltava lhe apertubar. Como uma doença, olhar para os tão perfeitos traços do seu rosto, fez sentir-se mal. Sua fome forá em um piscar de olhos, seus movimentos travaram e como uma completa idiota, por pouco não pronunciara seu próprio nome. Ter que observa-lo sem poder ao menos ter a liberdade de chegar ao seu lado sem ter o medo de ser rejeitada ou ofendida, ficou em seu canto só fitando o brilhante arco que envolvia seu dedo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

eterna rotina

Era como se fosse uma eterna rotina. Parada a frente do compacto armário sem qualquer movimento imediato ao estridente barulho que vinha do corredor a suas costas. Seus olhos envolvidos nas fotos coladas alí, trazendo-lhe lembranças de uma época boa, uma época feliz. Não tinha rancor ou até mesmo revolta. Seria muita burrice da sua parte ainda se culpar pelo acidente. Seus momentos juntas foram os melhores, momentos felizes, de segredos, risadas, brincadeiras, carinho, conselhos, broncas e até mesmo, as mais sinceras lágrimas que escoriam em seus rosto depois daqueles filhos da puta terem estragados suas vidas. Mais de alguma forma, aquele abraço quente e estramamente reconfortante, salvava-lhes de dormirem com os pijamas molhados.
Intensas, nunca se largavam. Sempre juntas, denominadas inseparáveis por quem as via. Se consideravam irmãs, aliás, o termo "bests" já não mais existia. Sempre assegurando todos de que aquela relação era eternamente duradoura. Enfim, estupides mesmo foi elas terem acreditado no "pra sempre". As duas palavras que mais nos decepcionam quando realmente estamos envolvidos em algo assim, intenso.
Com os toques suaves na fria porta, era fechada com delicadeza. Logo se ouvia o som das fechaduras se encontrando, e por fim, trancada. Um leve movimento dos músculos, a fazem sentir as salgadas gotículas se escorrerem pelas suas frias bochechas. As limpava com rancor por ainda se lamentar pelos acontecimentos. Contudo, sentia sua falta. Sua presença sempre fora marcante, não havia como notar sua ausência. De maneira alguma se imaginaria sem ela.
Mais como muitos de nós sabemos, a vida não é justa e sem motivos explicáveis acidentes sempre tem de acontecer e com elas não foi muito diferente.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

seu maior dom.

A delicadeza nunca foi meu ponto de refúgio mais usado. Sempre achei que a ignorância seria a melhor hipótese para tudo. Quando algo não me agradava, eu simplesmente ignorava, não ligando para as consequências que me chegariam ou pelos sentimentos dos outros. Meio frio, não? É, comecei a perceber isso também. Não é muito agradável você estar se queixando de um problema -desabafando somente- e a pessoa ignorá-lo sendo rude ao extremo. Realmente não. Sei lá, pra mim era tão mais facíl. Simples, virar as costas sem se preocupar com nada. Apenas com você.
Mais abriram meus olhos, e não pense que foi só com conselhos ou frases de aconchego. Ah não, a vida seria muito ridícula se fosse tão facíl assim.
Estranhamente a noite já virava dia e com risadas e baboseiras as horas se passavam sem nos dar conta. A conversa fluia de uma forma intensa, ambos se ajudando. Quando já estavamos bem avontade, a estratégia que eu usará para tantos casos, se volta contra mim. Assustada, minhas mãos tremiam e suavam, não queria acreditar como aquela simplicidade poderia ofender tanto. Mais uma vez ignorei, pois não queria deixar algo ruim entre nós.
Deitei-me a cama totalmente atordoada com isso. Fique me perguntando como ele poderia ter feito aquilo comigo, estava tudo tão ótimo, tudo tão bem e PAH! A ignorância me deixou discorfortável. Disconfortável comigo mesma. Como eu poderia ser tão rude? Tão besta eu não ouvir os outros? Decidi abri meus olhos de vez.
Não sei bem se é uma questão de ética ou de uma tentativa de boa convivência entre dois, ou mais, seres humanos -que geralmente é uma das tarefas a serem compridas mais complicadas. Mais as vezes, tentar ser agrádavel e compreensivo torna as coisas bem mais fáceis. Mesmo se a delicadeza não for seu maior dom.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

doce ingênuidade

Ela já não era mais a mesma. Já não sentia as mesmas coisas. Já não queria as mesmas coisas. A notícia que ele a deu naquela noite, fora a pior coisa que ela poderia vivido. Seu peito estava fazio, o calor que possuia ali se fora nas amargas palavras que ele dissera. Seus sentidos haviam desaparecidos, já não sentia o vento, a chuva, o toque e até mesmo, nenhuma atração possível por alguém do sexo oposto. Nada mais lhe agradava, muito menos a sua vontade de viver. Circulava pelos lugares como um ser morto, um zumbi, diriamos. Chamava a atenção de muitas pessoas, aliás, sempre fora super de bem com a vida e com um PUF, tudo acabara. Como uma insignificante pessoa poderia acabar com a vida da outra em apenas uma frase? Facíl. Simplesmente a questão dela mergulhar tão de cabeça quando se tratava disso. Era totalmente ingênua quando o assunto era amor, ficava boba, fazia tudo que o amado a pedia e não reclamava de uma grosseria feita. Sempre ali, sempre a disposição. E isso, foi o que mais a revoltou. Não tinha entendido os verdadeiros motivo daqueles perfeitos dias terem acabados em tão pouco tempo. E procurando a resposta se acabou totalmente. Isolada do mundo foi como ela ficou, sem querer qualquer tipo de contato com a humanidade.
Ainda jovem, não podia ter largado os estudos. Então, seu caminho de todos os dias era da escola para casa. Sempre sem nenhuma palavra, sem nenhuma reação. Não querendo incomodar ninguém com a sua tristesa, porém sem ao menos saber era uma das maiores atrações para os garotos delá. Era bonita, tinha pela clara que cobinava com os profundos olhos castanhos, de estatura média ganhava muitos olhares quando passava "morta" pelo corredor. E ele sempre estivera lá, observando ela. As vezes ria do jeito de como ele a tinha deixado, em outros calava seu riso, com murros na parede se chamava de idiota por ter achado graça daquilo tudoe ter feito aquilo com ela. Não sabia destinguir direito se era arrependimento do que tivera terminado ou sera apenas saudades, saudades de poder sentir ela, de estar com ela. Confuso começou a pensar o que realmente queria fazer. De primeira queria logo chegar nela e pedir pra que voltassem esquecendo de toda aquela baboseira, contudo logo apagava o bobo sorriso do rosto, e se revoltava ao pensar que ela nem ao menos gostaria de olhar na cara dele. Pensou, repensou, pensou de novo, repensou e depois de alguns dias resolve tomar a sua decisão. Mais também tinha o lado dela. Como o tempo não parou para ela, decidiu esquecer ele, curtir mais a vida. E como doia não ter ele ai do seu lado, porém começou a ser sociavel de volta. Os velhos e bons amigos -que antes decidiram respeita-la- voltaram rápido para o seu lado, quando souberam que uma nova vida ela queria começar. Logo já voltava a sorrir, não parecia mais um um zumbi, já voltava ser como antes e sua vontade de viver apareceu vagarosamente conquistando cada partezinha do seu corpo.
Ele enquanto ainda pensava na decisão, viu aquela alegria dela voltando e por fim indo falar com ela. Foram vários treinos na frente do espelho para não querer pagar de otário na sua frente. Várias tentativas de chegar perto dela e recuar com um certo medo. Contudo um dia ele teria que ir, esse dia chegou.
Era sexta-feira atarde quando ele a viu passando. Sozinha, com a cabeça baixa, não ligava para nada ao redor. Estava com uma pressa absurda de chegar ao lugar predestinado, não parou um instante. Rápidamente ele impulsiona o seu corpo para a frente do dela, parando-a completamente assustada com a situação. Gaguejando, perguntava o que ele ainda queria dela. Com fimeza no seu olhar, pega-a pela mão -entrelaçando seus dedos com os dela- e faz pergunta.
Seu mundo girou. O coração dela disparou em palpitações pesadas e rápidas, seu corpo tremia, suas mãos suavam e por um minuto pensou em dizer sim, correndo para os barços dele e sendo felizes para sempre. O doce ingenuidade seria a dela. Ela sabia que ele não era assim, e que como antes poderia a decepcionar novamente. Com os olhos cheios d'agua diz: Não! Sai correndo dali, limpando as quentes lágrimas que escorriam pelas suas frias bochechas e com uma estranha espontaniedade abre um largo sorriso, se sentido satisfeita por ter tomado a melhor decisão. E sabia que sua vida iria seguir com ele ou não.
Já ele, abismado com a resposta que acabará de ser jogada na sua cara, guarda a aliança no bolso e com a cabeça baixa, sai limpando aquelas gotícolas salgadas que nuncam tinha sido espelidas do seu corpo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

nunca fora tão divertido.

Nunca fora tão divertido. As tardes juntos, as conversas duradouras de várias e várias horas, as noites de confissões, os conselhos sem qualquer sentido, as risadas insanas e claro aquela companhia insubstituivel que ele fazia a ela. Eram amigos já ao um bom tempo, sempre querendo um saber do outro, sempre um querendo ficar perto do outro, sempre juntos.
Era muito interessante observar todas as ações que os dois exerciam. Intensas, extremamentes confiáveis, que passavam até uma certa segurança aos que os olhavam, deixando dúvidas e disconfianças. Muitos diziam que dali nasceria uma bela e eterna paixão, contudo eles negavam de uma forma grosseira e supostamente impossível. Ficavam bravos e atordoados com os comentários, porém ela, ela sabia que poderia sim sair alguma coisa depois de tanto tempo.
Já havia alguns meses que com outros olhos ele era enchergado pelos dela de uma forma diferente. Um forma especial, diriamos, especial até de mais. Quando ele vinha falar com ela, seu coração palpitava rapidamente, um nó no estomago era formado e todo seu corpo se envolvia em toda aquela tremedeira. Qual é, ele é só meu amigo! dizia ela em completo desespero por não saber o que fazer. Aliás, nunca sentira algo tão forte quando ele se aproximava dela, estava ficando assustada e já não sabia mais o que fazer. Sem pensar nas consequências que levaria, se afastou completamente do garoto, sem lhe dar satisfações alguma.
Já se passavam dois mêses desde que ela tinha tomado aquela decisão. Estava sozinha, sentia muito a falta dele, ali do seu lado, rindo, conversando, dançando, que seja, a sua falta era extremamente dolorosa. Mais não, ela não tomaria qualquer atitude perante aquilo, por mais que estivera a machucando muito, não queria fazer papel de ridícula na frente dele.
Passava mais um mês e já estava se acostumando com a vida sem ele. Começara a sair com mais garotas e a correria do dia-a-dia apagou-o totalmente da sua cabeça, porém ainda esbarrava com ele nos corredores da escola, e enquanto ele a chamava pelo nome se curvava e com o passo apressado logo a sua figura ficava para atrás. Limpava as lágrimas que escorriam pelas suas bochechas e com todas as forças tentava esquecer ele nos risos em que suas novas amigas a tentavam espressar. Contudo ele se cansou, cansou de ser ignorado, cansou de não entender por que ela tiha feito aquilo com ele, cansou de ser esnobado. Então quando a viu passando pelo corredor -apressada como o de costume-, impussiona todo o seu corpo para o lado parando-a naquele extato momento. Assutada ela levanta a cabeça e pergunta o que ele estava pensando, olhando nos profundos olhos castanhos que ela possuia, a segura firmemente com as mão envolvendo seus braços entre elas e diz:
- Precisamos conversar!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

hope.

A noite fora estressante para ela. Muitos deram conselhos que a machucaram de verdade, porém conselhos sábios e que ela realmente tinha parado para ouvir. Lágrimas, por mais que tentara segura-las, escorreram vergonhosamente pelas suas frias bochechas. Limpou-as com uma raiva que se apoderou dela, mais passageira. Estremamente decepcionada com tudo que estava acontecendo, deitou em sua cama e esmurrava-a com toda sua força. O travesseiro já não ficara tão confortável depois de ser afogado pelas magoas derramadas sobre ele. Repetindo na sua próprima cabeça que tudo havera de dar certo, ela adormeçe extremamente atordoda com tudo aquilo.
Mais que barulho mais irritante! dizia ela. Acordada pelo toque estrindente do celular, estica o braço e o pega. Os olhos ainda meio grudados, não lhes deram a capacidade de poder indentificar quem a ligava. Uma voz aveludada que lhe dirigia a palavra. Um enorme sorriso ela escancarrava para ninguém. Não era ninguém mais, ninguém menos do que sua querida avó. Ah poxa, pra muitos de nada valeria uma ligação daquela adorável senhora que tanto já tinha lhe mimado. Mais pra ela qualquer familiar -ou amigo, que seja- lhe faria muito bem depois da estressante noite.
Em fração de segundos, logo as duas conversavam sobre aquilo que já incomodava-a a um certo tempo. Amor. Sem qualquer conclusão precisamente tirada, a esperiência de sua avó, lhe deu muitos chaqualhões para as coisas que estavam acontecendo, contudo tudo se foi nas intensas risadas que as duas davam juntas. Sim, depois de toda a longa conversa havia uma ótimo notícia! A senhora acabara de dize-la que era pra ela já indo arrumar suas malas, pois pegavam o avião logo na quarta de manhã.
A felicidade não cabia dentro dela mesma, pulou, cantou, gritou e depois caiu ao chão rindo da sua próprima idiotiosse. Mais era verdade, sua alegria era incontentável, ela finalmente sairia do sofrimento, finalmente poderia rir, finalmente se livraria dele. Pelo menos era o que ela esperava mais encontrar, ou melhor, encontrar alguém que realmente a faria sentir tudo aquilo de novo, porém com um sentimento verdadeiro.

Um gênio.



"(...)E daí que a maioria das pessoas estava saindo, rindo e conversando naquele momento? Eu não precisava me juntar a elas. É claro que eu não pretendo passar a vida em casa quieta lendo ou ouvindo a minha música mas, na hora, era tudo que parecia se encaixar com o momento. Não estava com um espiríto aventureiro, nem festeiro, nem mega social. Então qual seria o motivo de me obrigar a sair pro shopping, escancarrando um sorriso e fingir apreciar qualquer papo com o vendador da loja?


Não. Chega. Ceder as expectativas e se obrigar a seguir sempre a cultura - brasileira, captalista, hindu, sejá lá qual for - cansa. Maltrata por dentro. E de verdade, acho que não merecemos essa tortura interior toda. (...)"






Malú Azzoni- "Rabiscos, obras de arte e expectativas"


meu viver.

sabe, a minha maior vontade depois de que tudo aconteceu foi me matar, é, cortar os pulsos ou até mesmo se enforcar no banheiro. nada está dando certo, quando acho que estou superando tudo, vem mais um terremoto e desmorona todo o meu orgulho novamente construido. de uma hora para outra desmoronou tudo! poxa, estava tudo tão ótimo, porq a minha vida sempre tem que ser uma desgraça? mais depois eu pensei de verdade, será que valeria meeeesmo a pena eu me matar? será que eu estou tão solitária assim a ponto de não querer viver mais? pensei, repensei, pensei de novo e cheguei em uma conclusão: CLARO QUE NÃO!
lembrei de todos aqueles que me ajudaram, de todos aqueles que falaram que estariam ali pra tudo, lembrei de todos aqueles que me fizeram rir com as suas próprias babaquisses, e até mesmo daqueles que me chamaram de idiota por chorar por ele. eu, eu devo a minha vida a todos vocês! dos mais novos aos mais antigos, eu não seria NADA sem um suspiro de todos vocês. obrigado por me fazerem bem, obrigado por literalmente existirem! acreditem que eu amo cada um de vocês de uma modo diferente, mais muito especial. AAH, e saibam que a minha maior razão para poder levantar e seguir em frente, é somente por vocês.

domingo, 25 de julho de 2010

move on.

move on. são as duas palavras que mais me motivam agora. tenho que seguir em frente, preciso seguir em frente. de maneira alguma quero ficar presa ao passado, por mais que ele me puxe e diga que eu preciso ficar junto a ele para que tudo de certo, creio com todas a minhas forças -mesmo sendo poucas- que eu vou conseguir passa-lo para trás e refazer toda a minha vida. você me conquistou como qualquer outro já mais teria conquistado, me entreguei totalmente à tudo aquilo, e de repende, PUF! com as suas meras palavras foi tudo ao chão, tudo se demoronou. mais não, não pode ser assim. tenho que te esquecer! por mais que doa, preciso me reconstruir, levantar novamente, sacudir a poeira -lançando as magóas que junto à elas estavam, para longe- e repito novamente: move on!

fobia

babaquisse? como assim? você tem ao menos noção do que fez comigo? você tem alguma perspectiva do quanto eu me entreguei aos seus braços? desculpa, mais babaquisse foi o termo mais ridiuclo que você poderia usar, seilá, até um tapa na cara me machucaria menos. não sei como isso foi acontecer, não sei como fui me apaixonar por você, fui supreendida com sua mudança de comportamente, você não é mais o mesmo :/ o que aconteceu? vai me responde, ainda não entendi essa sua fobia por me ver tão ferida.

uma caixinha

apenas palavras, apenas frases, apenas gestos, apenas sentimento, é isso, sentimentos. odeio eles, as vezes meu maior sonho é não possuir nenhum deles. ook, eles trazem ótimas sensações, mais seilá, pensa no outro lado - que na maioria das vezes é o maior- ele te traz sensações horríveis, te faz chorar, sentir muita dor, te faz SOFRER igual uma condenada, será que fomos feitos mesmo pra sentir tudo isso? vamos combinar vai, colocar eles em uma caixinha não seria a melhor solução? ainda mais quando essas pessoas estupidamentes idiotas resolve se aproveitar da sua inocênsia e usa-los da maneira que elas bem entendem, te fazendo se sentir a pior pessoa do mundo.