quinta-feira, 29 de julho de 2010

nunca fora tão divertido.

Nunca fora tão divertido. As tardes juntos, as conversas duradouras de várias e várias horas, as noites de confissões, os conselhos sem qualquer sentido, as risadas insanas e claro aquela companhia insubstituivel que ele fazia a ela. Eram amigos já ao um bom tempo, sempre querendo um saber do outro, sempre um querendo ficar perto do outro, sempre juntos.
Era muito interessante observar todas as ações que os dois exerciam. Intensas, extremamentes confiáveis, que passavam até uma certa segurança aos que os olhavam, deixando dúvidas e disconfianças. Muitos diziam que dali nasceria uma bela e eterna paixão, contudo eles negavam de uma forma grosseira e supostamente impossível. Ficavam bravos e atordoados com os comentários, porém ela, ela sabia que poderia sim sair alguma coisa depois de tanto tempo.
Já havia alguns meses que com outros olhos ele era enchergado pelos dela de uma forma diferente. Um forma especial, diriamos, especial até de mais. Quando ele vinha falar com ela, seu coração palpitava rapidamente, um nó no estomago era formado e todo seu corpo se envolvia em toda aquela tremedeira. Qual é, ele é só meu amigo! dizia ela em completo desespero por não saber o que fazer. Aliás, nunca sentira algo tão forte quando ele se aproximava dela, estava ficando assustada e já não sabia mais o que fazer. Sem pensar nas consequências que levaria, se afastou completamente do garoto, sem lhe dar satisfações alguma.
Já se passavam dois mêses desde que ela tinha tomado aquela decisão. Estava sozinha, sentia muito a falta dele, ali do seu lado, rindo, conversando, dançando, que seja, a sua falta era extremamente dolorosa. Mais não, ela não tomaria qualquer atitude perante aquilo, por mais que estivera a machucando muito, não queria fazer papel de ridícula na frente dele.
Passava mais um mês e já estava se acostumando com a vida sem ele. Começara a sair com mais garotas e a correria do dia-a-dia apagou-o totalmente da sua cabeça, porém ainda esbarrava com ele nos corredores da escola, e enquanto ele a chamava pelo nome se curvava e com o passo apressado logo a sua figura ficava para atrás. Limpava as lágrimas que escorriam pelas suas bochechas e com todas as forças tentava esquecer ele nos risos em que suas novas amigas a tentavam espressar. Contudo ele se cansou, cansou de ser ignorado, cansou de não entender por que ela tiha feito aquilo com ele, cansou de ser esnobado. Então quando a viu passando pelo corredor -apressada como o de costume-, impussiona todo o seu corpo para o lado parando-a naquele extato momento. Assutada ela levanta a cabeça e pergunta o que ele estava pensando, olhando nos profundos olhos castanhos que ela possuia, a segura firmemente com as mão envolvendo seus braços entre elas e diz:
- Precisamos conversar!

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