Ela já não era mais a mesma. Já não sentia as mesmas coisas. Já não queria as mesmas coisas. A notícia que ele a deu naquela noite, fora a pior coisa que ela poderia vivido. Seu peito estava fazio, o calor que possuia ali se fora nas amargas palavras que ele dissera. Seus sentidos haviam desaparecidos, já não sentia o vento, a chuva, o toque e até mesmo, nenhuma atração possível por alguém do sexo oposto. Nada mais lhe agradava, muito menos a sua vontade de viver. Circulava pelos lugares como um ser morto, um zumbi, diriamos. Chamava a atenção de muitas pessoas, aliás, sempre fora super de bem com a vida e com um PUF, tudo acabara. Como uma insignificante pessoa poderia acabar com a vida da outra em apenas uma frase? Facíl. Simplesmente a questão dela mergulhar tão de cabeça quando se tratava disso. Era totalmente ingênua quando o assunto era amor, ficava boba, fazia tudo que o amado a pedia e não reclamava de uma grosseria feita. Sempre ali, sempre a disposição. E isso, foi o que mais a revoltou. Não tinha entendido os verdadeiros motivo daqueles perfeitos dias terem acabados em tão pouco tempo. E procurando a resposta se acabou totalmente. Isolada do mundo foi como ela ficou, sem querer qualquer tipo de contato com a humanidade.
Ainda jovem, não podia ter largado os estudos. Então, seu caminho de todos os dias era da escola para casa. Sempre sem nenhuma palavra, sem nenhuma reação. Não querendo incomodar ninguém com a sua tristesa, porém sem ao menos saber era uma das maiores atrações para os garotos delá. Era bonita, tinha pela clara que cobinava com os profundos olhos castanhos, de estatura média ganhava muitos olhares quando passava "morta" pelo corredor. E ele sempre estivera lá, observando ela. As vezes ria do jeito de como ele a tinha deixado, em outros calava seu riso, com murros na parede se chamava de idiota por ter achado graça daquilo tudoe ter feito aquilo com ela. Não sabia destinguir direito se era arrependimento do que tivera terminado ou sera apenas saudades, saudades de poder sentir ela, de estar com ela. Confuso começou a pensar o que realmente queria fazer. De primeira queria logo chegar nela e pedir pra que voltassem esquecendo de toda aquela baboseira, contudo logo apagava o bobo sorriso do rosto, e se revoltava ao pensar que ela nem ao menos gostaria de olhar na cara dele. Pensou, repensou, pensou de novo, repensou e depois de alguns dias resolve tomar a sua decisão. Mais também tinha o lado dela. Como o tempo não parou para ela, decidiu esquecer ele, curtir mais a vida. E como doia não ter ele ai do seu lado, porém começou a ser sociavel de volta. Os velhos e bons amigos -que antes decidiram respeita-la- voltaram rápido para o seu lado, quando souberam que uma nova vida ela queria começar. Logo já voltava a sorrir, não parecia mais um um zumbi, já voltava ser como antes e sua vontade de viver apareceu vagarosamente conquistando cada partezinha do seu corpo.
Ele enquanto ainda pensava na decisão, viu aquela alegria dela voltando e por fim indo falar com ela. Foram vários treinos na frente do espelho para não querer pagar de otário na sua frente. Várias tentativas de chegar perto dela e recuar com um certo medo. Contudo um dia ele teria que ir, esse dia chegou.
Era sexta-feira atarde quando ele a viu passando. Sozinha, com a cabeça baixa, não ligava para nada ao redor. Estava com uma pressa absurda de chegar ao lugar predestinado, não parou um instante. Rápidamente ele impulsiona o seu corpo para a frente do dela, parando-a completamente assustada com a situação. Gaguejando, perguntava o que ele ainda queria dela. Com fimeza no seu olhar, pega-a pela mão -entrelaçando seus dedos com os dela- e faz pergunta.
Seu mundo girou. O coração dela disparou em palpitações pesadas e rápidas, seu corpo tremia, suas mãos suavam e por um minuto pensou em dizer sim, correndo para os barços dele e sendo felizes para sempre. O doce ingenuidade seria a dela. Ela sabia que ele não era assim, e que como antes poderia a decepcionar novamente. Com os olhos cheios d'agua diz: Não! Sai correndo dali, limpando as quentes lágrimas que escorriam pelas suas frias bochechas e com uma estranha espontaniedade abre um largo sorriso, se sentido satisfeita por ter tomado a melhor decisão. E sabia que sua vida iria seguir com ele ou não.
Já ele, abismado com a resposta que acabará de ser jogada na sua cara, guarda a aliança no bolso e com a cabeça baixa, sai limpando aquelas gotícolas salgadas que nuncam tinha sido espelidas do seu corpo.
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