sábado, 14 de agosto de 2010
uncomfortable
Foi apenas um toque a seus comprimentos, um sorriso de alivío, uma piscada tranquilizadora, um total desfoque de olhares, algumas palavras estúpidas e risadas de nervosismo. Uma recaída forte, por sua vez. Com a mente limpa, já havia se esquecido de tudo e com um fodasse a ponta da língua seu mundo estava resolvido. Contudo são apenas gestos, ou palavras, que nos surpreendem de uma maneira assustadora. Uma decepção consigo mesma por não ter conseguido ter se libertado da dor que tanto a incomodava, a dor de não o ter ali do seu lado, ou que seja, sem o caloroso toque a sua face, sem as confortáveis palavras que a lhe asseguravam, ou por mais ridículo que fosse, sentia falta até mesmo das brigas inúteis que tinham ao decorrer da madrugada. Se sentia mal por lembrar dos momentos ruins, ou até mesmo dos bons. O ursinho, que com tanto carinho lhe fora dado, aos pés da cama passava as frias noites jogado ao chão, sendo controversamente esquecido. O passado voltava lhe apertubar. Como uma doença, olhar para os tão perfeitos traços do seu rosto, fez sentir-se mal. Sua fome forá em um piscar de olhos, seus movimentos travaram e como uma completa idiota, por pouco não pronunciara seu próprio nome. Ter que observa-lo sem poder ao menos ter a liberdade de chegar ao seu lado sem ter o medo de ser rejeitada ou ofendida, ficou em seu canto só fitando o brilhante arco que envolvia seu dedo.
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