sexta-feira, 10 de setembro de 2010

uma fogueira de aconchego.

O frio tenebrosamente se apoderava de mim. Por cima das frias carnes do meu corpo, sentia sua falta como nunca sentira antes.
Sua presença dificilmente esperada, era como uma esplêndida alegria que me dera realmente um motivo para dar a vida uma razão. Felizes eramos, a tal de nunca querermos ficar longe, necessários um para outro, como a água e o ar
Me esquecendo totalmente de todo o suprimento que me fazia falta, voltei a minha verdadeira realidade. Você alegremente com outra, me cuspira a cara todo o ar que eu então lhe fornecia, nunca teria completado se quer metade das suas necessidades, e que de mim não sentiria falta.
Por consequência do horrendo destino sabia que havera de acontecer tal dramalhão, contudo de uma maneira mais suave esperava as cuspidas.
Vagarosamente as lembranças me ocorriam nas madrugadas de quarta-feira, ou seja lá o dia que fosse. Meus pensamentos muito bem aflorados, refaziam a cena de sua despedida a todo momento. Eles, com ingênuidade de seus atos, se confundiam na frieza da noite e com um sorriso amarelo no rosto percebi que sendo comigo ou não, que com frio ou não, sua alegria me trazia uma pequenina fogueira de aconchego.

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