domingo, 5 de setembro de 2010

Agridoce

Só eles, eles e mais ninguém. Apontando-lhe sempre uma metralhadora cheia de mágoas, mais uma vez tudo saira como o não planejado. Rotina.
Amigos, já não era bem a palavra que os distinguia. Quando tudo acabou, as palavras mais doces sairam de sua boca, pedindo por uma então concordânica e um tal de carinho entre eles foram cuspidos em alta afirmação. De primeira ela não queria, sabia que por alí seria o caminho mais facíl para que os tais tiros lhe acertassem. Mais com aquele jeitinho de sempre, a conquistou com aveludadas frases. Great, mais uma vez sabia que sangrando aquela batalha a deixaria. Foda-se -ela dizia. Adorava-lhe, adorava-lhe sem qualquer riscos de limites, não se importando com as consequências.
Assim com certeza achou que logo tudo se resolveria, e com noites ao cinema passariam juntos novamente. Errado.
Sempre tiveram uma relação extremamente agridoce. Sua amargura e frieza nunca foram tão assim apagadas diante de toda a graciosidade dele. Perfeitos gostavam de ser chamados - pelo menos pela parte dela, é o que eu sei-.
Mais que ridicula a vida seria se tudo durasse pra sempre, não teria graça, não teria tesão.
Apertado ele estava. Pobre celular da garota, entre suas mãos as tardes passava. Suado, recebia mensagens incompreendidas. Ligações não terminadas era seu principal extasê. E lógico, mais alguns tiros feitos, faziam assim a tão crença -de não amigos- vinha por fim.

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