sábado, 2 de outubro de 2010

dentro de mim mesma.

Tocavam-lhe os pés com tremenda tensão. O calor da areia subia por entre as correntes nervosas de seu corpo, as pedrinhas de que tal era composta, entrava, por dentre seus dedos e cócegas faziam-na rir para o nada. O ar quente que soprava, pesava em seu rosto, deixando gotículas de suor surgirem pelos poros. Sem nenhuma pressa de chegar até ali, sentiu a cola que o sal propunha a confrontar-se a sua pele trazida juntamente a água, faz com que apenas mais alguns passos forçados contra a correnteza, pudesse sentir a esplêndida pressão do mar sobre sua entranha. E então, relaxa. Soltando junto com as bolhas de ar, a mágoa.

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