sexta-feira, 30 de julho de 2010

doce ingênuidade

Ela já não era mais a mesma. Já não sentia as mesmas coisas. Já não queria as mesmas coisas. A notícia que ele a deu naquela noite, fora a pior coisa que ela poderia vivido. Seu peito estava fazio, o calor que possuia ali se fora nas amargas palavras que ele dissera. Seus sentidos haviam desaparecidos, já não sentia o vento, a chuva, o toque e até mesmo, nenhuma atração possível por alguém do sexo oposto. Nada mais lhe agradava, muito menos a sua vontade de viver. Circulava pelos lugares como um ser morto, um zumbi, diriamos. Chamava a atenção de muitas pessoas, aliás, sempre fora super de bem com a vida e com um PUF, tudo acabara. Como uma insignificante pessoa poderia acabar com a vida da outra em apenas uma frase? Facíl. Simplesmente a questão dela mergulhar tão de cabeça quando se tratava disso. Era totalmente ingênua quando o assunto era amor, ficava boba, fazia tudo que o amado a pedia e não reclamava de uma grosseria feita. Sempre ali, sempre a disposição. E isso, foi o que mais a revoltou. Não tinha entendido os verdadeiros motivo daqueles perfeitos dias terem acabados em tão pouco tempo. E procurando a resposta se acabou totalmente. Isolada do mundo foi como ela ficou, sem querer qualquer tipo de contato com a humanidade.
Ainda jovem, não podia ter largado os estudos. Então, seu caminho de todos os dias era da escola para casa. Sempre sem nenhuma palavra, sem nenhuma reação. Não querendo incomodar ninguém com a sua tristesa, porém sem ao menos saber era uma das maiores atrações para os garotos delá. Era bonita, tinha pela clara que cobinava com os profundos olhos castanhos, de estatura média ganhava muitos olhares quando passava "morta" pelo corredor. E ele sempre estivera lá, observando ela. As vezes ria do jeito de como ele a tinha deixado, em outros calava seu riso, com murros na parede se chamava de idiota por ter achado graça daquilo tudoe ter feito aquilo com ela. Não sabia destinguir direito se era arrependimento do que tivera terminado ou sera apenas saudades, saudades de poder sentir ela, de estar com ela. Confuso começou a pensar o que realmente queria fazer. De primeira queria logo chegar nela e pedir pra que voltassem esquecendo de toda aquela baboseira, contudo logo apagava o bobo sorriso do rosto, e se revoltava ao pensar que ela nem ao menos gostaria de olhar na cara dele. Pensou, repensou, pensou de novo, repensou e depois de alguns dias resolve tomar a sua decisão. Mais também tinha o lado dela. Como o tempo não parou para ela, decidiu esquecer ele, curtir mais a vida. E como doia não ter ele ai do seu lado, porém começou a ser sociavel de volta. Os velhos e bons amigos -que antes decidiram respeita-la- voltaram rápido para o seu lado, quando souberam que uma nova vida ela queria começar. Logo já voltava a sorrir, não parecia mais um um zumbi, já voltava ser como antes e sua vontade de viver apareceu vagarosamente conquistando cada partezinha do seu corpo.
Ele enquanto ainda pensava na decisão, viu aquela alegria dela voltando e por fim indo falar com ela. Foram vários treinos na frente do espelho para não querer pagar de otário na sua frente. Várias tentativas de chegar perto dela e recuar com um certo medo. Contudo um dia ele teria que ir, esse dia chegou.
Era sexta-feira atarde quando ele a viu passando. Sozinha, com a cabeça baixa, não ligava para nada ao redor. Estava com uma pressa absurda de chegar ao lugar predestinado, não parou um instante. Rápidamente ele impulsiona o seu corpo para a frente do dela, parando-a completamente assustada com a situação. Gaguejando, perguntava o que ele ainda queria dela. Com fimeza no seu olhar, pega-a pela mão -entrelaçando seus dedos com os dela- e faz pergunta.
Seu mundo girou. O coração dela disparou em palpitações pesadas e rápidas, seu corpo tremia, suas mãos suavam e por um minuto pensou em dizer sim, correndo para os barços dele e sendo felizes para sempre. O doce ingenuidade seria a dela. Ela sabia que ele não era assim, e que como antes poderia a decepcionar novamente. Com os olhos cheios d'agua diz: Não! Sai correndo dali, limpando as quentes lágrimas que escorriam pelas suas frias bochechas e com uma estranha espontaniedade abre um largo sorriso, se sentido satisfeita por ter tomado a melhor decisão. E sabia que sua vida iria seguir com ele ou não.
Já ele, abismado com a resposta que acabará de ser jogada na sua cara, guarda a aliança no bolso e com a cabeça baixa, sai limpando aquelas gotícolas salgadas que nuncam tinha sido espelidas do seu corpo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

nunca fora tão divertido.

Nunca fora tão divertido. As tardes juntos, as conversas duradouras de várias e várias horas, as noites de confissões, os conselhos sem qualquer sentido, as risadas insanas e claro aquela companhia insubstituivel que ele fazia a ela. Eram amigos já ao um bom tempo, sempre querendo um saber do outro, sempre um querendo ficar perto do outro, sempre juntos.
Era muito interessante observar todas as ações que os dois exerciam. Intensas, extremamentes confiáveis, que passavam até uma certa segurança aos que os olhavam, deixando dúvidas e disconfianças. Muitos diziam que dali nasceria uma bela e eterna paixão, contudo eles negavam de uma forma grosseira e supostamente impossível. Ficavam bravos e atordoados com os comentários, porém ela, ela sabia que poderia sim sair alguma coisa depois de tanto tempo.
Já havia alguns meses que com outros olhos ele era enchergado pelos dela de uma forma diferente. Um forma especial, diriamos, especial até de mais. Quando ele vinha falar com ela, seu coração palpitava rapidamente, um nó no estomago era formado e todo seu corpo se envolvia em toda aquela tremedeira. Qual é, ele é só meu amigo! dizia ela em completo desespero por não saber o que fazer. Aliás, nunca sentira algo tão forte quando ele se aproximava dela, estava ficando assustada e já não sabia mais o que fazer. Sem pensar nas consequências que levaria, se afastou completamente do garoto, sem lhe dar satisfações alguma.
Já se passavam dois mêses desde que ela tinha tomado aquela decisão. Estava sozinha, sentia muito a falta dele, ali do seu lado, rindo, conversando, dançando, que seja, a sua falta era extremamente dolorosa. Mais não, ela não tomaria qualquer atitude perante aquilo, por mais que estivera a machucando muito, não queria fazer papel de ridícula na frente dele.
Passava mais um mês e já estava se acostumando com a vida sem ele. Começara a sair com mais garotas e a correria do dia-a-dia apagou-o totalmente da sua cabeça, porém ainda esbarrava com ele nos corredores da escola, e enquanto ele a chamava pelo nome se curvava e com o passo apressado logo a sua figura ficava para atrás. Limpava as lágrimas que escorriam pelas suas bochechas e com todas as forças tentava esquecer ele nos risos em que suas novas amigas a tentavam espressar. Contudo ele se cansou, cansou de ser ignorado, cansou de não entender por que ela tiha feito aquilo com ele, cansou de ser esnobado. Então quando a viu passando pelo corredor -apressada como o de costume-, impussiona todo o seu corpo para o lado parando-a naquele extato momento. Assutada ela levanta a cabeça e pergunta o que ele estava pensando, olhando nos profundos olhos castanhos que ela possuia, a segura firmemente com as mão envolvendo seus braços entre elas e diz:
- Precisamos conversar!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

hope.

A noite fora estressante para ela. Muitos deram conselhos que a machucaram de verdade, porém conselhos sábios e que ela realmente tinha parado para ouvir. Lágrimas, por mais que tentara segura-las, escorreram vergonhosamente pelas suas frias bochechas. Limpou-as com uma raiva que se apoderou dela, mais passageira. Estremamente decepcionada com tudo que estava acontecendo, deitou em sua cama e esmurrava-a com toda sua força. O travesseiro já não ficara tão confortável depois de ser afogado pelas magoas derramadas sobre ele. Repetindo na sua próprima cabeça que tudo havera de dar certo, ela adormeçe extremamente atordoda com tudo aquilo.
Mais que barulho mais irritante! dizia ela. Acordada pelo toque estrindente do celular, estica o braço e o pega. Os olhos ainda meio grudados, não lhes deram a capacidade de poder indentificar quem a ligava. Uma voz aveludada que lhe dirigia a palavra. Um enorme sorriso ela escancarrava para ninguém. Não era ninguém mais, ninguém menos do que sua querida avó. Ah poxa, pra muitos de nada valeria uma ligação daquela adorável senhora que tanto já tinha lhe mimado. Mais pra ela qualquer familiar -ou amigo, que seja- lhe faria muito bem depois da estressante noite.
Em fração de segundos, logo as duas conversavam sobre aquilo que já incomodava-a a um certo tempo. Amor. Sem qualquer conclusão precisamente tirada, a esperiência de sua avó, lhe deu muitos chaqualhões para as coisas que estavam acontecendo, contudo tudo se foi nas intensas risadas que as duas davam juntas. Sim, depois de toda a longa conversa havia uma ótimo notícia! A senhora acabara de dize-la que era pra ela já indo arrumar suas malas, pois pegavam o avião logo na quarta de manhã.
A felicidade não cabia dentro dela mesma, pulou, cantou, gritou e depois caiu ao chão rindo da sua próprima idiotiosse. Mais era verdade, sua alegria era incontentável, ela finalmente sairia do sofrimento, finalmente poderia rir, finalmente se livraria dele. Pelo menos era o que ela esperava mais encontrar, ou melhor, encontrar alguém que realmente a faria sentir tudo aquilo de novo, porém com um sentimento verdadeiro.

Um gênio.



"(...)E daí que a maioria das pessoas estava saindo, rindo e conversando naquele momento? Eu não precisava me juntar a elas. É claro que eu não pretendo passar a vida em casa quieta lendo ou ouvindo a minha música mas, na hora, era tudo que parecia se encaixar com o momento. Não estava com um espiríto aventureiro, nem festeiro, nem mega social. Então qual seria o motivo de me obrigar a sair pro shopping, escancarrando um sorriso e fingir apreciar qualquer papo com o vendador da loja?


Não. Chega. Ceder as expectativas e se obrigar a seguir sempre a cultura - brasileira, captalista, hindu, sejá lá qual for - cansa. Maltrata por dentro. E de verdade, acho que não merecemos essa tortura interior toda. (...)"






Malú Azzoni- "Rabiscos, obras de arte e expectativas"


meu viver.

sabe, a minha maior vontade depois de que tudo aconteceu foi me matar, é, cortar os pulsos ou até mesmo se enforcar no banheiro. nada está dando certo, quando acho que estou superando tudo, vem mais um terremoto e desmorona todo o meu orgulho novamente construido. de uma hora para outra desmoronou tudo! poxa, estava tudo tão ótimo, porq a minha vida sempre tem que ser uma desgraça? mais depois eu pensei de verdade, será que valeria meeeesmo a pena eu me matar? será que eu estou tão solitária assim a ponto de não querer viver mais? pensei, repensei, pensei de novo e cheguei em uma conclusão: CLARO QUE NÃO!
lembrei de todos aqueles que me ajudaram, de todos aqueles que falaram que estariam ali pra tudo, lembrei de todos aqueles que me fizeram rir com as suas próprias babaquisses, e até mesmo daqueles que me chamaram de idiota por chorar por ele. eu, eu devo a minha vida a todos vocês! dos mais novos aos mais antigos, eu não seria NADA sem um suspiro de todos vocês. obrigado por me fazerem bem, obrigado por literalmente existirem! acreditem que eu amo cada um de vocês de uma modo diferente, mais muito especial. AAH, e saibam que a minha maior razão para poder levantar e seguir em frente, é somente por vocês.

domingo, 25 de julho de 2010

move on.

move on. são as duas palavras que mais me motivam agora. tenho que seguir em frente, preciso seguir em frente. de maneira alguma quero ficar presa ao passado, por mais que ele me puxe e diga que eu preciso ficar junto a ele para que tudo de certo, creio com todas a minhas forças -mesmo sendo poucas- que eu vou conseguir passa-lo para trás e refazer toda a minha vida. você me conquistou como qualquer outro já mais teria conquistado, me entreguei totalmente à tudo aquilo, e de repende, PUF! com as suas meras palavras foi tudo ao chão, tudo se demoronou. mais não, não pode ser assim. tenho que te esquecer! por mais que doa, preciso me reconstruir, levantar novamente, sacudir a poeira -lançando as magóas que junto à elas estavam, para longe- e repito novamente: move on!

fobia

babaquisse? como assim? você tem ao menos noção do que fez comigo? você tem alguma perspectiva do quanto eu me entreguei aos seus braços? desculpa, mais babaquisse foi o termo mais ridiuclo que você poderia usar, seilá, até um tapa na cara me machucaria menos. não sei como isso foi acontecer, não sei como fui me apaixonar por você, fui supreendida com sua mudança de comportamente, você não é mais o mesmo :/ o que aconteceu? vai me responde, ainda não entendi essa sua fobia por me ver tão ferida.

uma caixinha

apenas palavras, apenas frases, apenas gestos, apenas sentimento, é isso, sentimentos. odeio eles, as vezes meu maior sonho é não possuir nenhum deles. ook, eles trazem ótimas sensações, mais seilá, pensa no outro lado - que na maioria das vezes é o maior- ele te traz sensações horríveis, te faz chorar, sentir muita dor, te faz SOFRER igual uma condenada, será que fomos feitos mesmo pra sentir tudo isso? vamos combinar vai, colocar eles em uma caixinha não seria a melhor solução? ainda mais quando essas pessoas estupidamentes idiotas resolve se aproveitar da sua inocênsia e usa-los da maneira que elas bem entendem, te fazendo se sentir a pior pessoa do mundo.