domingo, 7 de agosto de 2011

Só necessidade de falar.

Não vou dizer que o erro de mergulhar de cabeça e me apaixonar perdidamente por alguém que conhecia somente dois meses foi o que me deixou mais - ou menos- fria. Fria, é acho que gosto disso, mas o por que? Não querer se foder de novo? Desculpe-me o palavreado, mas tem horas que não há maneira melhor de se explicar. Na verdade minha teoria é acreditar que os problemas que temos com nós mesmos, são aqueles que acumulam dentro de nossas mentes e guardamos ali, em sete chaves, não contamos a ninguém, escondendo uma parte de nós e é ai que o problema se torna um problema. Ou pelo menos pra mim.
É clichê dizer que por fora somos diferentes do que aparentamos ser por dentro, sempre facilitando as coisas com um sorriso, engolindo o choro com um sorriso. Mas é, quem me conhece pode até não acreditar, mas pra mim o clichê é meio que real.
A que fala igual uma louca, que ri e adora estar perto dos outros, prefere ficar em casa, sem ouvir o som da voz de ninguém, sem ao menos falar com ninguém.
Sei que parece louco, mas eu gosto, muito. Gosto mais ainda do silêncio que tem a madrugada, de ouvir a minha respiração desajeitada, sentir alguns pulsos do coração.
Mas tudo tem um porém, como dizem. Eu deveria sair desse casulo que me prende dentro de mim mesma, não que seja ruim, ao contrário. Mas me isolar me faz pensar de mais, e pensar me faz lembrar de coisas que eu realmente não gostaria que tivesse aqui, paradas na minha cabeça. E me faz pensar ainda mais em clichês. São bregas não? Que menina nunca vai sofrer uma ilusão amorosa? E nos primeiros meses sofrer? E muito? Pois é, acho que muitas.
No meu caso, não sendo muito humilde, não sofro de ilusão amorosa. Acredito que seja desilusão mesmo e não imaginem que ( qualquer um que esteja lendo) sou sadomasoquista, gostar da dor é estranho, até mesmo pra mim. Enfim, é difícil de acreditar, e eu realmente estava precisando escrever em qualquer lugar que fosse que é essa desilusão que auto se move. Complicado de entender né? Pois é. Vamos ver se consigo transformar isso em alguma coisa, passar para alguma coisa, minha cabeça está muito cheia.
Não sei se é tão estranho conseguir imaginar algo do tipo, ou sentir algo do tipo... O que estou tentando escrever pra mim mesma é que, eu não preciso de dor e de sofrimento para continuar com isso, continuar esperando minha desilusão e estar feliz por ela estar feliz, e preocupada quando alguma coisa estiver errada ou ter ainda força pra sentar e esperar mais um pouco por ela. E sim, acho que vale a pena.


obs: É a quinta vez que volto ao começo. Escrevo cinco linhas, volto tudo de novo. Tanto tempo sem escrever, aliás, sem o costume de vir aqui e colocar tudo pra fora - mesmo que ninguém leia, é um alivio e tanto. Só precisava mesmo falar.

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