segunda-feira, 27 de setembro de 2010

um pirulito e mais três pedaladas.

Um e dois e três e quatro e cinco... Contando até dez um dia agente se acalma.
Preciso de férias, sei que acabamos de voltar delas, mais não sei, por mais com alegria tenha começado, com desanimo houve de acabar.
Queria mais festas, mais animação, mais gente, mais um pouco de tudo. Minha mãe que diria, mania feia de não se conter com as coisas que já a lhes pertencem. Inevitável seria a palavra, mesmo querendo tanto enxergar sobre o mau- humor, ou até mesmo, sobre as más fazes da vida, é complicado.
Sorrir um pouco mais? Tentarei. Chega de drama, tô mais criança em seus triciclos coloridos.

domingo, 12 de setembro de 2010

depende do dia.

Outro dia estava saindo do cinema e já na porta vi duas amigas com emoções diferentes. Uma suspirando pelo tal galã do filme e de como aquilo era inspirador, já a outra -meio contraditória- fez cara amarga e dizia em voz alta que o tal filme de nada mudaria a tua vida. A suspirante revoltou-se e logo as duas começaram a discutir, uma dizia que alí era uma base para toda a vida de apaixonados, a outra falava que filme só era filme quando era inteligente e teriamos de pensar. A encantada retrucou-lhe, porém eu não ouvi, segui meu caminho.
O ponto que eu queria chegar é como as pessoas criam rixas para tudo, questionam tudo. Sempre trocam o "e" pelo "ou" dando uma certa rivalidade a tudo e fazendo do nos escolher por entre coisas sem sentido a mais. Por exemplo, aos meus seis anos me perguntaram a qual matéria preferia, português ou matemática. Meio confusa e sendo precionada pelas minhas colegas, respondi insegura para português. Sem colocar um tal drama na minha vida colegial, dessa dia então, me fantasiei dizendo a mim mesma que teria que ser boa somente em português e ruim em matemática. Mais não precisava ser assim. Apenas alguns anos depois me dei conta que poderia ser boa nos dois -ou ao menos tentar, já que é matemática-.
Voltando ao filme, toda vez que me perguntam que tipo de filme aprecio, tendo a responder baseada nos últimos que assisti, mais na verdade gosto daqueles que vêm em uma certa época da minha vida, ou até mesmo do final de semana! Mais mesmo que eu sempre goste do mesmo tipo de filme, por quais motivos extamente eu criaria uma rixa entre outras pessoas, com outras opniões? Para que defender um, e detonar outros?
Uma das coisas mais legais na cultura do nosso país é a diversidade. É íncrivel podermos ter tantas variedades em escolher livros, músicas e etc. E essa variedade atende vários tipos de gostos e de pessoas diferente, e qual é, pra quer abrir mão disso? Criando rixas entre tudo isso? Desse ponto fico pensando se essas pessoas que defendem ardosamente as suas preferênicas, gostariam que outras opniões sumissem do mundo só por elas não gostam. Não sei vocês, mais eu, acho que isso é um empobrecimento desnecessário da arte.
Dessa mesma forma, acho que escolher categoricamente entre ficar/namorar, loiro/moreno, matemática/português é um empobrecimento também desnecessário da vida. Agente muda, nossos gestos variam e nossas idéias, felizmente, não são fixas. Para que trocar o "e" pelo "ou"? Talvez seja mais facíl escolher entre o copo estar meio vazio ou meio cheio, mas na verdade é que ele esta meio cheio. E meio fazio- de suco ou red bull, só depende do dia.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

uma fogueira de aconchego.

O frio tenebrosamente se apoderava de mim. Por cima das frias carnes do meu corpo, sentia sua falta como nunca sentira antes.
Sua presença dificilmente esperada, era como uma esplêndida alegria que me dera realmente um motivo para dar a vida uma razão. Felizes eramos, a tal de nunca querermos ficar longe, necessários um para outro, como a água e o ar
Me esquecendo totalmente de todo o suprimento que me fazia falta, voltei a minha verdadeira realidade. Você alegremente com outra, me cuspira a cara todo o ar que eu então lhe fornecia, nunca teria completado se quer metade das suas necessidades, e que de mim não sentiria falta.
Por consequência do horrendo destino sabia que havera de acontecer tal dramalhão, contudo de uma maneira mais suave esperava as cuspidas.
Vagarosamente as lembranças me ocorriam nas madrugadas de quarta-feira, ou seja lá o dia que fosse. Meus pensamentos muito bem aflorados, refaziam a cena de sua despedida a todo momento. Eles, com ingênuidade de seus atos, se confundiam na frieza da noite e com um sorriso amarelo no rosto percebi que sendo comigo ou não, que com frio ou não, sua alegria me trazia uma pequenina fogueira de aconchego.

domingo, 5 de setembro de 2010

Agridoce

Só eles, eles e mais ninguém. Apontando-lhe sempre uma metralhadora cheia de mágoas, mais uma vez tudo saira como o não planejado. Rotina.
Amigos, já não era bem a palavra que os distinguia. Quando tudo acabou, as palavras mais doces sairam de sua boca, pedindo por uma então concordânica e um tal de carinho entre eles foram cuspidos em alta afirmação. De primeira ela não queria, sabia que por alí seria o caminho mais facíl para que os tais tiros lhe acertassem. Mais com aquele jeitinho de sempre, a conquistou com aveludadas frases. Great, mais uma vez sabia que sangrando aquela batalha a deixaria. Foda-se -ela dizia. Adorava-lhe, adorava-lhe sem qualquer riscos de limites, não se importando com as consequências.
Assim com certeza achou que logo tudo se resolveria, e com noites ao cinema passariam juntos novamente. Errado.
Sempre tiveram uma relação extremamente agridoce. Sua amargura e frieza nunca foram tão assim apagadas diante de toda a graciosidade dele. Perfeitos gostavam de ser chamados - pelo menos pela parte dela, é o que eu sei-.
Mais que ridicula a vida seria se tudo durasse pra sempre, não teria graça, não teria tesão.
Apertado ele estava. Pobre celular da garota, entre suas mãos as tardes passava. Suado, recebia mensagens incompreendidas. Ligações não terminadas era seu principal extasê. E lógico, mais alguns tiros feitos, faziam assim a tão crença -de não amigos- vinha por fim.