Outro dia estava saindo do cinema e já na porta vi duas amigas com emoções diferentes. Uma suspirando pelo tal galã do filme e de como aquilo era inspirador, já a outra -meio contraditória- fez cara amarga e dizia em voz alta que o tal filme de nada mudaria a tua vida. A suspirante revoltou-se e logo as duas começaram a discutir, uma dizia que alí era uma base para toda a vida de apaixonados, a outra falava que filme só era filme quando era inteligente e teriamos de pensar. A encantada retrucou-lhe, porém eu não ouvi, segui meu caminho.
O ponto que eu queria chegar é como as pessoas criam rixas para tudo, questionam tudo. Sempre trocam o "e" pelo "ou" dando uma certa rivalidade a tudo e fazendo do nos escolher por entre coisas sem sentido a mais. Por exemplo, aos meus seis anos me perguntaram a qual matéria preferia, português ou matemática. Meio confusa e sendo precionada pelas minhas colegas, respondi insegura para português. Sem colocar um tal drama na minha vida colegial, dessa dia então, me fantasiei dizendo a mim mesma que teria que ser boa somente em português e ruim em matemática. Mais não precisava ser assim. Apenas alguns anos depois me dei conta que poderia ser boa nos dois -ou ao menos tentar, já que é matemática-.
Voltando ao filme, toda vez que me perguntam que tipo de filme aprecio, tendo a responder baseada nos últimos que assisti, mais na verdade gosto daqueles que vêm em uma certa época da minha vida, ou até mesmo do final de semana! Mais mesmo que eu sempre goste do mesmo tipo de filme, por quais motivos extamente eu criaria uma rixa entre outras pessoas, com outras opniões? Para que defender um, e detonar outros?
Uma das coisas mais legais na cultura do nosso país é a diversidade. É íncrivel podermos ter tantas variedades em escolher livros, músicas e etc. E essa variedade atende vários tipos de gostos e de pessoas diferente, e qual é, pra quer abrir mão disso? Criando rixas entre tudo isso? Desse ponto fico pensando se essas pessoas que defendem ardosamente as suas preferênicas, gostariam que outras opniões sumissem do mundo só por elas não gostam. Não sei vocês, mais eu, acho que isso é um empobrecimento desnecessário da arte.
Dessa mesma forma, acho que escolher categoricamente entre ficar/namorar, loiro/moreno, matemática/português é um empobrecimento também desnecessário da vida. Agente muda, nossos gestos variam e nossas idéias, felizmente, não são fixas. Para que trocar o "e" pelo "ou"? Talvez seja mais facíl escolher entre o copo estar meio vazio ou meio cheio, mas na verdade é que ele esta meio cheio. E meio fazio- de suco ou red bull, só depende do dia.