segunda-feira, 30 de agosto de 2010

pizzas, filmes e frustrações.

Uma agitação começa, e os telefones rapidamente começam a tocar. Sabádos anoite são excitantes quando temos algo para fazer. Não mais diferente tinhamos alguma coisa. O mesmo de sempre, pizzas, filmes e frustrações.
O frio dominava a sala onde todos estávamos. Espremidos confortávelmente no sofá, riamos de uma simples virada das órbitas oculares para o próprio nariz. Bobos tarjamos a nós mesmo. Uma felicidade saudável que a muito tempo não se apresentava.
Até o momento em que você entra. Um frio na barriga se apodera de mim, anciosa espero um oi e logo um sorriso se forma por entre a amargura que tanto já tinha me atirado.
Uma piscada, e tudo desaparece-incrédula na epifania trazida alí-, um desfoque me fez voltar a realidade.
Claro, nada melhor do que uma revigorante aula de história.

domingo, 29 de agosto de 2010

uma falta de crença.

Me sinto cansada. Cansada de mim mesma, cansada da falta que o tempo me faz, cansada apenas de uma época ruim.
Como queria que aquela idiota que estava pouco se impotando pros outros voltasse, não me cansava de choros ou do tempo. Era fria, não sentia dor ou arrependimento. Não digo que são sentimentos ruins, aqueles que menciono, contudo apenas frustrações por alguns atos tais dirigidos a mim. Um desânimo e uma falta de crença na humanidade, que supostos casos de volta para o passado, são um ótimo divertimento. Whatever, nada voltaria. Do que me adianta se queixar? A frieza, a falta de fé ou até mesmo aquele amor por mim, por uma alta probabilidade não se recrutariam a mim.
Só quero paz. E talvez um pouquinho só de esperança.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

besteira minha

Como está linda a lua hoje, não?
Me encantei ao vê-la, me encantei pelo jeito que seus traços tão perfeitos se encaixaram exclusivamente sobre sua esfera de imperfeições claramente notáveis.
Enfim, rí. Até não poder mais. Como poderia ser tão ingênua assim? De imaginar uma tal besteira sem fim? Gostei, gostei de poder me autorizar a sonhar com você novamente. Gostei de poder me autorizar a nos imaginar por uma última vez juntos. Gostei de poder me autorizar a rir de todo aquele drama. Gostei de poder me autorizar em poder pensar que logo esse fim haveria de chegar.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

whatever


Sem muitas idéias pra postar aqui, sei lá, quando você cai em sí e vê que não precisa mais descontar sua mágoa nas frias palavras, tende a querer rir mais com aquele amigo bobão que só você tem.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Por mais que incomode e que seja impossível sempre agradarmos os dois lados, tendemos a saber que somos inteiramente reponsáveis pela nossa felicidade, e já mais dependermos das pessoas para que tais sentimentos aflorem.

happines

"Happines is like the old man told me
Look for it, but you'll never fild it all
But let it go, live your life and leave it
Then one day, wake up she'll be home"

The Fray- Hapiness

http://www.thefray.net

domingo, 15 de agosto de 2010

extasê

Não sei bem ao certo quando minha vida resolveu desacelerar de vez, está tudo tão calmo, tudo tão simples, tudo tão parado. Todos os dias são dias fúteis, dias sem graças, dias baseados em sorvete e coca-cola. O tempo que me fugia em muitas das vezes, deve ter se confudio, e hoje passa as tardes deitado ao meu lado. A dor que antes sentia em não poder te ver, junto com a sorte foi embora. Que por pura consequêcia também levou todo o meu extasê, aquele que me fazia desejar ver gente. O por que de estar tudo parado? Provavelmente foi quando eu me magoei, ou me apaixonei? Ah, não sei. Mais tenho quase certeza que teve alguma coisa a ver com você.

sábado, 14 de agosto de 2010

uncomfortable

Foi apenas um toque a seus comprimentos, um sorriso de alivío, uma piscada tranquilizadora, um total desfoque de olhares, algumas palavras estúpidas e risadas de nervosismo. Uma recaída forte, por sua vez. Com a mente limpa, já havia se esquecido de tudo e com um fodasse a ponta da língua seu mundo estava resolvido. Contudo são apenas gestos, ou palavras, que nos surpreendem de uma maneira assustadora. Uma decepção consigo mesma por não ter conseguido ter se libertado da dor que tanto a incomodava, a dor de não o ter ali do seu lado, ou que seja, sem o caloroso toque a sua face, sem as confortáveis palavras que a lhe asseguravam, ou por mais ridículo que fosse, sentia falta até mesmo das brigas inúteis que tinham ao decorrer da madrugada. Se sentia mal por lembrar dos momentos ruins, ou até mesmo dos bons. O ursinho, que com tanto carinho lhe fora dado, aos pés da cama passava as frias noites jogado ao chão, sendo controversamente esquecido. O passado voltava lhe apertubar. Como uma doença, olhar para os tão perfeitos traços do seu rosto, fez sentir-se mal. Sua fome forá em um piscar de olhos, seus movimentos travaram e como uma completa idiota, por pouco não pronunciara seu próprio nome. Ter que observa-lo sem poder ao menos ter a liberdade de chegar ao seu lado sem ter o medo de ser rejeitada ou ofendida, ficou em seu canto só fitando o brilhante arco que envolvia seu dedo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

eterna rotina

Era como se fosse uma eterna rotina. Parada a frente do compacto armário sem qualquer movimento imediato ao estridente barulho que vinha do corredor a suas costas. Seus olhos envolvidos nas fotos coladas alí, trazendo-lhe lembranças de uma época boa, uma época feliz. Não tinha rancor ou até mesmo revolta. Seria muita burrice da sua parte ainda se culpar pelo acidente. Seus momentos juntas foram os melhores, momentos felizes, de segredos, risadas, brincadeiras, carinho, conselhos, broncas e até mesmo, as mais sinceras lágrimas que escoriam em seus rosto depois daqueles filhos da puta terem estragados suas vidas. Mais de alguma forma, aquele abraço quente e estramamente reconfortante, salvava-lhes de dormirem com os pijamas molhados.
Intensas, nunca se largavam. Sempre juntas, denominadas inseparáveis por quem as via. Se consideravam irmãs, aliás, o termo "bests" já não mais existia. Sempre assegurando todos de que aquela relação era eternamente duradoura. Enfim, estupides mesmo foi elas terem acreditado no "pra sempre". As duas palavras que mais nos decepcionam quando realmente estamos envolvidos em algo assim, intenso.
Com os toques suaves na fria porta, era fechada com delicadeza. Logo se ouvia o som das fechaduras se encontrando, e por fim, trancada. Um leve movimento dos músculos, a fazem sentir as salgadas gotículas se escorrerem pelas suas frias bochechas. As limpava com rancor por ainda se lamentar pelos acontecimentos. Contudo, sentia sua falta. Sua presença sempre fora marcante, não havia como notar sua ausência. De maneira alguma se imaginaria sem ela.
Mais como muitos de nós sabemos, a vida não é justa e sem motivos explicáveis acidentes sempre tem de acontecer e com elas não foi muito diferente.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

seu maior dom.

A delicadeza nunca foi meu ponto de refúgio mais usado. Sempre achei que a ignorância seria a melhor hipótese para tudo. Quando algo não me agradava, eu simplesmente ignorava, não ligando para as consequências que me chegariam ou pelos sentimentos dos outros. Meio frio, não? É, comecei a perceber isso também. Não é muito agradável você estar se queixando de um problema -desabafando somente- e a pessoa ignorá-lo sendo rude ao extremo. Realmente não. Sei lá, pra mim era tão mais facíl. Simples, virar as costas sem se preocupar com nada. Apenas com você.
Mais abriram meus olhos, e não pense que foi só com conselhos ou frases de aconchego. Ah não, a vida seria muito ridícula se fosse tão facíl assim.
Estranhamente a noite já virava dia e com risadas e baboseiras as horas se passavam sem nos dar conta. A conversa fluia de uma forma intensa, ambos se ajudando. Quando já estavamos bem avontade, a estratégia que eu usará para tantos casos, se volta contra mim. Assustada, minhas mãos tremiam e suavam, não queria acreditar como aquela simplicidade poderia ofender tanto. Mais uma vez ignorei, pois não queria deixar algo ruim entre nós.
Deitei-me a cama totalmente atordoada com isso. Fique me perguntando como ele poderia ter feito aquilo comigo, estava tudo tão ótimo, tudo tão bem e PAH! A ignorância me deixou discorfortável. Disconfortável comigo mesma. Como eu poderia ser tão rude? Tão besta eu não ouvir os outros? Decidi abri meus olhos de vez.
Não sei bem se é uma questão de ética ou de uma tentativa de boa convivência entre dois, ou mais, seres humanos -que geralmente é uma das tarefas a serem compridas mais complicadas. Mais as vezes, tentar ser agrádavel e compreensivo torna as coisas bem mais fáceis. Mesmo se a delicadeza não for seu maior dom.