Bom, faz tempo que não passo por aqui. Sei lá, falta de criatividade, falta de tempo, falta de vontade.
Passo dias sozinha, passo dias junto dos outros, passo dias pensando. Uma crise existencial me assombra e me pergunto o por que.
Desisti de precisar de alguém, vejo que não tem necessidade alguma de alguém me paparicando a todo momento, vejo a não necessidade de homem. E pela primeira vez na vida me sinto bem sem eles, sem vocês. Então ok, essa parte não me preocupa mais, minha não querer vida por essa parte é besteira.
Mas sabe quando cai a sua fixa que tudo mudou, que nada mais vai ser como você estava acostumada? Quando você percebe que o cômodo de todos os dias foi interrompido grotescamente por conta do destino?
É, descobri essa fixa exatamente agora.
Passei sextas e sábados inteiramente com a família, com uma abstinência de amigos.
Estava acostumada a olha pra trás e ter alguém para conversar em plena aula de revisão matemática, acostumada a rir de pouca coisa, acostumada com uma rotina de terapia que não me fazia uma bomba preste a explodir.
No entanto a vida não é tão bela, e sem mesmo saber muito dela, acho que temos essa noção de feito e bonito.
E ela, com sua crueldade, mata essa rotina de nós, mata a seções terapêuticas e nos transforma em uma bomba atômica que traria uma destruição mútua.
Eu estou sem ninguém, sem ninguém para conversar, sem ninguém para ouvir as merdas que saem da minha boca, sem ninguém para chorar, sem ninguém pra nada.
Sozinha estou andando, mesmo junto dos outros.